Fato Verídico!

Fato verídico acontecido em uma Vara da cidade de São Paulo na Inquirição em Juízo de um policial pelo advogado de defesa do réu, que tentava abalar a sua credibilidade.

Advogado: Você viu meu cliente fugir da cena do crime?

Policial: Não senhor. Mas eu o vi a algumas quadras do local do crime e o prendi como suspeito, pois ele é, e se trajava conforme a descrição dada do criminoso.

Advogado: E quem forneceu a descrição do criminoso?

Policial: O policial que chegou primeiro ao local do crime.

Advogado: Um colega policial forneceu as características do suposto criminoso. Você confia nos seus colegas policiais?

Policial: Sim, senhor. Confio a minha vida.

Advogado: A sua vida? Então diga-nos se na sua delegacia tem um vestiário onde vocês trocam de roupa antes de sair para trabalhar.

Policial: Sim, senhor, temos um vestiário.

Advogado: E vocês trancam a porta com chave?

Policial: Sim, senhor, nós trancamos.

Advogado: E o seu armário, você também o tranca com cadeado?

Policial: Sim, senhor, eu tranco.

Advogado: Por que, então, policial, você tranca seu armário, se quem divide o vestiário com você são colegas a quem você confia sua vida?

Policial: É que nós estamos dividindo o prédio com o Tribunal de Justiça, e algumas vezes nós vemos advogados andando perto do vestiário.

Uma gargalhada geral da platéia obrigou o Juiz a suspender a sessão …
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By Ana Paula

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Árvore Genealógica Moderna !

Mãe, vou casar!
Jura, meu filho ?! Estou tão feliz ! Quem é a moça ?
Não é moça. Vou casar com um moço. O nome dele é Murilo.
Você falou Murilo… Ou foi meu cérebro que sofreu um pequeno surto psicótico?
Eu falei Murilo.. Por que, mãe? Tá acontecendo alguma coisa?
Nada, não… Só minha visão que está um pouco turva. E meu coração, que talvez dê uma parada. No mais, tá tudo ótimo.
Se você tiver algum problema em relação a isto, melhor falar logo…
Problema ? Problema nenhum. Só pensei que algum dia ia ter uma nora… Ou isso.
Você vai ter uma nora. Só que uma nora… Meio macho.
Ou um genro meio fêmea. Resumindo: uma nora quase macho, tendendo a um genro quase fêmea… E quando eu vou conhecer o meu. A minha… O Murilo ?
Pode chamar ele de Biscoito. É o apelido.
Tá ! Biscoito… Já gostei dele.. Alguém com esse apelido só pode ser uma pessoa bacana. Quando o Biscoito vem aqui ?
Por quê ?
Por nada. Só pra eu poder desacordar seu pai com antecedência.
Você acha que o Papai não vai aceitar ?
Claro que vai aceitar! Lógico que vai.. Só não sei se ele vai sobreviver… Mas isso também é uma bobagem.. Ele morre sabendo que você achou sua cara-metade. E olha que espetáculo: as duas metade com bigode.
Mãe, que besteira … Hoje em dia … Praticamente todos os meus amigos são gays.
Só espero que tenha sobrado algum que não seja… Pra poder apresentar pra tua irmã.
A Bel já tá namorando.
A Bel? Namorando ?! Ela não me falou nada… Quem é?
Uma tal de Veruska.
Como ?
Veruska…
Ah !, bom! Que susto! Pensei que você tivesse falado Veruska.
Mãe !!!…
Tá.., tá…, tudo bem…Se vocês são felizes. Só fico triste porque não vou ter um neto ..
Por que não ? Eu e o Biscoito queremos dois filhos. Eu vou doar os espermatozóides. E a ex-namorada do Biscoito vai doar os óvulos.
Ex-namorada? O Biscoito tem ex-namorada?
Quando ele era hétero… A Veruska.
Que Veruska ?
Namorada da Bel…
“Peraí”. A ex-namorada do teu atual namorado… E a atual namorada da tua irmã . Que é minha filha também.. Que se chama Bel. É isso? Porque eu me perdi um pouco…
É isso. Pois é… A Veruska doou os óvulos. E nós vamos alugar um útero.
De quem ?
Da Bel.
Mas . Logo da Bel ?! Quer dizer então… Que a Bel vai gerar um filho teu e do Biscoito. Com o teu espermatozóide e com o óvulo da namorada dela, que é a Veruska.
Isso.
Essa criança, de uma certa forma, vai ser tua filha, filha do Biscoito, filha da Veruska e filha da Bel.
Em termos…
A criança vai ter duas mães : você e o Biscoito. E dois pais: a Veruska e a Bel.
Por aí…
Por outro lado, a Bel…,além de mãe, é tia….. Ou tio… Porque é tua irmã.
Exato. E ano que vem vamos ter um segundo filho. Aí o Biscoito é que entra com o espermatozóide. Que dessa vez vai ser gerado no ventre da Veruska… Com o óvulo da Bel. A gente só vai trocar.
Só trocar, né ? Agora o óvulo vai ser da Bel. E o ventre da Veruska.
Exato!
Agora eu entendi ! Agora eu realmente entendi…
Entendeu o quê?
Entendi que é uma espécie de swing dos tempos modernos!
Que swing, mãe ?!!….
É swing, sim ! Uma troca de casais… Com os óvulos e os espermatozóides, uma hora no útero de uma, outra hora no útero de outra…
Mas…
Mas uns tomates! Isso é um bacanal de última geração! E pior… Com incesto no meio..
A Bel e a Veruska só vão ajudar na concepção do nosso filho, só isso…
Sei !!! … E quando elas quiserem ter filhos…
Nós ajudamos.
Quer saber ? No final das contas não entendi mais nada. Não entendi quem vai ser mãe de quem, quem vai ser pai de quem, de quem vai ser o útero,o espermatozóide… A única coisa que eu entendi é que…
Que… ?
Fazer árvore genealógica daqui pra frente… vai ser foda.

* (Luiz Fernando Veríssimo ) *
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By Claudio

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Samba do brazuca doido

Não é coisa que faça todos os dias, até porque seria impossível, mas o leitor do emEM/em não pode imaginar o que seja pedir a transferência de um telefone fixo em bairros centrais da capital de todos os mineiros. Por onde começar? Bem, você começa pelo 102 e conversa com uma gravação: no duro, mesmo, com uma gravação, que lhe pede o nome da cidade desejada, você escande as sílabas dizendo Belo Horizonte e a gravação repete “Belo Horizonte correto ou não”?

Creio desnecessário dizer que, enquanto philosopho, a esta altura já estou às turras com a voz gravada, que me informa, depois do terceiro telefonema, o número que devo discar: zero oito zero zero zero três um zero zero zero zero um.

Disco e sou informado de que o número correto é um zero três três um, mas já me deram um protocolo de 12 números, que anotei bobamente, porque o protocolo final é de 11 números diferentes do primeiro, com as seguintes particularidades: algumas das vozes, gravadas ou não, falam meia, enquanto outras falam seis. E seis se confunde com três.

Finalmente, bumba! surge Viviane na linha, sem que a gente saiba se o seu call center fica em Cametá, PA, Carazinho, RS, no Suriname ou na Índia. Viviane tem sotaque nordestino e o meu ouvido, apesar do recente e bom teste audiométrico, não conjumina, nem sequer congemina com o falar da jovem.

Um sem conto de vezes peço-lhe que repita suas perguntas e acabamos nos entendendo quanto à transferência do número, quando sou informado de que haverá taxa extra de R$ 50, porque a operadora de telefonia fixa e celular é muito pobrezinha, tadinha.

Eduardo de Almeida Reis – Coluna Tiro Queda – EM 11/02/2010/

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