Melhor idade é a PQP!

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Meu pai é um cara interessante demais. Ele hoje tem pouco mais de 60 anos (não me arrisco falar a idade real dele sob pena de nunca mais conversar com ele!), uma saúde de fazer inveja a qualquer um de nós e uma vitalidade e inteligência acima do normal.
A experiência do meu pai todo dia me ensina uma coisa nova em nossa convivência diária na empresa (somos sócios e ele toma conta de várias áreas da empresa).

Mas e claro que os 60epoucos anos cobram uma taxa de uso e algumas dificuldades naturais começam a aparecer.

Por exemplo, a dificuldade com as mudanças constantes e computadores e sistemas operacionais, a dificuldade com as novas tendências da nossa área de TI, dificuldades que qualquer pessoa na idade dele ja tem há alguns e ele, agora, começa a dar sinais que aquilo ali agora ja e muito chato mas mesmo assim ele corre atras, lê muito e aprende, sempre com muita facilidade.

E é claro que uma pessoa com este perfil nunca irá se deixar vencer pelas dificuldades que a idade traz. Ele não entra em fila de Idosos, não aceita ajuda para algumas tarefas diárias que muitas pessoas na idade dele ja o fazem. Muito disto pela vitalidade mesmo que ainda da conta de muitas destas tarefas com facilidade mas tambem para não perder a queda de braço para a idade.

Uma história interessante foi que num jogo do Galo com os ingressos esgotados eu e meu irmão pedimos a ele para comprar os ingressos para gente usando a fila dos idosos pois assim conseguiríamos com facilidade. Ficamos sem ir al jogo e ele ficou de cara fechado para nos dois uns dois dias!

Ontem ele me me mandou este texto do escritor Ruy Castro que mostra claramente o espirito do meu pai, um jovem de 60epoucos anos ! Rimos muito, porque o melhor da vida e rir dela e isto e mais uma das coisas que meu pai sabe fazer com maestria!

Te amo pai, velho ou novo, não importa !

Prazeres da melhor idade”
Melhor idade é a puta que te pariu !
A melhor idade é de 18 aos 40 anos…

A voz em Congonhas anunciou: “Clientes com necessidades
especiais, crianças de colo, melhor idade, gestantes e portadores do cartão tal terão preferência etc.”. Num rápido exercício intelectual, concluí que, não tendo necessidades especiais, nem sendo criança de colo, gestante ou portador do dito cartão, só me restava a “melhor idade” – algo entre os 60 anos e a proximidade da morte.

Para os que ainda não chegaram a ela, “melhor idade” é quando você pensa duas vezes antes de se abaixar para pegar o lápis que deixou cair e, se ninguém estiver olhando, chuta-o para debaixo da mesa. Ou, tendo atravessado a rua fora da faixa, arrepende-se no meio do caminho porque o sinal abriu e agora terá de correr para salvar a vida. Ou quando o singelo ato de dar o laço no pé esquerdo do sapato equivale, segundo o João Ubaldo Ribeiro, a uma modalidade olímpica.

Privilégios da “melhor idade” são o ressecamento da pele, a osteoporose, as placas de gordura no coração, a pressão lembrando placar de basquete americano, a falência dos neurônios, as baixas de visão e audição, a falta de ar, a queda de cabelo, a tendência à obesidade e as disfunções sexuais. Ou seja, nós, da “melhor idade”, estamos com tudo, e os demais podem ir lamber sabão.

Outra característica da “melhor idade” é a disponibilidade de seus membros para tomar as montanhas de Rivotril, Lexotan e Frontal que seus médicos lhes receitam e depois não conseguem retirar.

Outro dia, bem cedo, um jovem casal cruzou comigo no Leblon. Talvez vendo em mim um pterodáctilo da clássica boemia carioca, o rapaz
perguntou: “Voltando da farra, Ruy?”. Respondi, eufórico: “Que nada!
Estou voltando da farmácia!”. E esta, de fato, é uma grande vantagem da “melhor idade”: você extrai prazer de qualquer lugar a que ainda consiga ir.

Primeiro, a aposentadoria é pouca, quase uma esmola, e você tem que continuar a trabalhar para melhorar as coisas. Depois vem a condução.
Você fica exposto no ponto do ônibus com o braço levantado esperando que algum motorista de ônibus te veja e por caridade pare o veículo e espere pacientemente você subir antes de arrancar com rapidez como costumam fazer.

No outro dia entrei no ônibus e fui dizendo:
– “Sou deficiente”.
O motorista me olhou de cima em baixo e perguntou:
– “Que deficiência você tem?”
– “Sou broxa!”
Ele deu uma gargalhada e eu entrei.

Logo apareceu alguém para me indicar um remédio. Algumas mulheres curiosas ficaram me olhando e rindo…
Eu disse bem baixinho para uma delas:
– “Uma mentirinha que me economizou R$ 3,00, não fica triste não”, foi só para viajar de graça.

Bem… fui até a pedra do Arpoador ver o por do sol.
Subi na pedra e pensei em cumprir o ritual que costuma ser feito pelos mais jovens no local. Logicamente velho tem mais dificuldade. Querem saber?
Primeiro, tem sempre alguém que quer te ajudar a subir: “Dá a mão aqui, senhor!!!”
Hum, dá a mão é o cacete, penso, mas o que sai é um risinho meio sem graça.

Sentar na pedra e olhar a paisagem era tudo o que eu queria naquele momento.
É, mas a pedra é dura e velho já perdeu a bunda e quando senta sente os ossos em cima da pedra, o que me faz ter que trocar de posição a toda hora.

Para ver a paisagem não pode deixar de levar os óculos se não, nada vê.

Resolvo ficar de pé para economizar os ossos da bunda e logo passa um idiota e diz:
– “O senhor está muito na beira pode ter uma tontura e cair.”
Resmungo entre dentes: … “só se cair em cima da sua mãe”… mas, dou um risinho e digo que esta tudo bem.

Esta titica deste sol esta demorando a descer, então eu é que vou descer, meus pés já estão doendo e nada do por do sol.

Vou pensando – enquanto desço e o sol não – “Volto de metrô é mais rápido…”
Já no metrô, me encaminho para a roleta dos idosos, e lá esta um puto de um guarda que fez curso, sei eu em que faculdade, que tem um olho crítico de consegue saber a idade de todo mundo.

Olha sério para mim, segura a roleta e diz:
– “O senhor não tem 65 anos, tem que pagar a passagem.”
A esta altura do campeonato eu já me sinto com 90, mas quando ele me reconhece mais moço, me irrompe um fio de alegria e vou todo serelepe comprar o ingresso.

Com os pés doendo fico em pé, já nem lembro do sol, se baixou ou não dane-se. Só quero chegar em casa e tirar os sapatos…

Lá estou eu mergulhado em meus profundos pensamentos, uma ligeira dor de barriga se aconchega… Durante o trajeto não fui suficientemente rápido para sentar nos lugares que esvaziavam…

Desisti… lá pelo centro da cidade, eu me segurando, dei de olhos com uma menina de uns 25 anos que me encarava… Me senti o máximo.

Me aprumei todo, estufei o peito, fiz força no braço para o bíceps crescer e a pelanca ficar mais rígida, fiquei uns 3 dias mais jovem.

Quando já contente, pelo menos com o flerte, ela ameaçou falar alguma coisa, meu coração palpitou.
É agora…
Joguei um olhar 32 (aquele olhar de Zé Bonitinho) ela pegou na minha mão e disse:
– “O senhor não quer sentar? Me parece tão cansado?”

Melhor Idade??? Melhor idade é a puta que te pariu

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180 Milhões de Médicos

lombar2Há algum tempo falei aqui da curiosa mania que as pessoas tem quando me veem com o capacete na mão de falar de algum acidente de moto que viram ou de alguém que conhecem que se machucou muito num acidente de moto.

O fenomeno agora se repete com o meu problema de coluna.

Veja bem, não estou sendo ingrato com as pessoas que me querem bem e que com suas observações querem me ajudar a superar este problema. Mas é incrivel como TODO mundo conhece um médico ou um fisioterapeuta mágico ou alguma solução que alguém nunca mais teve nada.

O problema é que estes males da coluna são muito específicos, cada um é uma coisa e não adianta ficar indo de médico em médico tentando as mais diversas soluções.

Para todos explico que meu problema é congenito pois tenho um estreitamento do canal medular entre a 4a e a 5a vértebras e ali, às vezes, há a compressão do nervo. Isto me leva a ficar de cama alguns dias até que a inflamação melhore e a dor vai sendo aliviada.

A solução para isto não é cirúrgica, segundo meu médico e passa por reforço da musculatura da coluna (estou fazendo), emagrecimento (estou tentando) e pilates (estou tentando).

Agradeço sempre a preocupação de todos comigo, mas a minha intenção é mostrar este comportamento interessante observador pelo instituto DataCepa em 100% das pessoas que me conhecem e que sabem do meu problema !

Não somos só 180 milhões de técnicos de futebol, somos também 180 milhões de médicos e fisioterapeutas!

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Time Lapse com a história da música!

No mundo das artes, além da música, uma das coisas que me impressionam muito é a capacidade de desenhar das pessoas. Neste vídeo, unem-se estes dois dons com o desenho em time lapse da história da música no mundo !

Um espetáculo !

[youtube]http://youtu.be/If_T1Q9u6FM[/youtube]

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