Instituto Rio-Branco: Prova de Ingreço de 2005

Editau

Após anus de opressão e elitismo, em que os futuro dipromata era obrigado a saber falar ingrês e a conhecer coisas inúteis comu purtuguês bem iscrivinhado, relações internacional, economia e história para poderem melhor representar noço povo simplis e sufrido, o Itamarati decidiu que era hora de abrir seus portão a todos que desejar se juntar-se ao novo Ministério, agora em reconstrução sob lideranças iluminada.

Comu a Lei, nem sempre democrática, impede imprantar um çistema de çorteio das vaga pela Loteria Federal ou pela Loterj do companheiro Waldomiro, entendemo que o ezame deveria ser revisto.

Com isso, paçam a valer as seguinte regra:

1. Todo companheiro brasileiro que deseje ser dipromata precizará de apenas paçar na porta do Instituto Rio-Branco e apresentar a carteira do PT;

2. Será feito um inzame de selessão em que estão proibida questão para saber mais do que um companheiro do curso médio ou um torneiro;

3. Candidato que obtenham notas elevada em qualquer uma dessas matéria serão considerado sob observação, até que comprove que anus de istudo não fizeram dele um burguês;

4. Não poderão ser eliminado candidatos que inguinorem o inglês, o francês, o espanhol, economia básica, direito básico e história além do necessário para uzo diario e, sobretudo, o purtuguês. Afinal, todos sabe de que numa sociedade tão injusta é absurdo de cobrar escolaridade dos futuro dipromata. E, de qualquer modo, tudo isso se aprende, se necessário for.

5. Fica proibido tentar examinar a capacidade oral do candidato de se expressar-se de forma apenas inteligível.

6. Fica proibido reprovar candidatos que tire zero em qualquer das prova, ou mesmo em todas as provas se ele for crioulo, indio, mulato, boiola, sapatona, petista, monoglota, troglodita ou de Garanhuns;

7. Reconhecendo que esses jovens talento representa muito melhor os interesses nacional do que essa gentinha influenciada pelas cultura dos istrangeiro, os chefe da Casa se compromete desde agora a por nos seus gabinete essses valorosos companheiros monoglotas.

8. O Itamarati fez acordo de coperassão com o Instituto de Ensino Superior Tabajara onde, sob a direção do Professor Creysson, nossos futuro Embaixador poderão iniciar sua formação.

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Foto bem montada ! By chongas

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Mau Humor (Brigado Bob !)

Mau Humor

Lula Vieira (publicitário)

Não me lembro direito, mas li numa revista, acho que na Carta Capital, um artigo levantando a hipótese de que todo o cara que tem mania de fazer aspas com os dedinhos quando faz uma ironia, é um chato.

Num outro artigo alguém escreveu que achava que jamais tinha conhecido um restaurante de boa comida com garçons vestidos de coletinho vermelho.

Joaquim Ferreira dos Santos, em “O Globo” de domingo, fala do seu profundo preconceito com quem usa a expressão “agregar valor”.

Eu posso jurar que toda mulher que anda permanentemente com uma garrafinha de água e fica mamando de segundo em segundo é uma chata. São preconceitos, eu sei. Mas cada vez mais a vida está confirmando estas conclusões.

Um outro amigo meu jura que um dos maiores indícios de babaquice é usar o paletó nos ombros, sem os braços nas mangas. Por incrível que pareça, não consegui desmentir.

Pode ser coincidência, mas até agora todo cara que eu me lembro de ter visto usando o paletó colocado sobre os ombros é muito babaca.

Já que estamos nessa onda, me responda uma coisa: você conhece algum natureba radical que tenha conversa agradável?

O sujeito ou sujeita que adora uma granola, só come coisas orgânicas, faz cara de nojo à simples menção da palavra “carne”, fica falando o tempo todo em vida saudável é seu ideal como companhia numa madrugada? Sei lá, não sei. Não consigo me lembrar de ninguém assim que tenha me despertado muita paixão.

Eu ando detestando certos vícios de linguagem, do tipo “chegar junto”, “superar limites”, essas bobagens que lembram papo de concorrente a big brother. Mais uma vez repito: acho puro preconceito, idiossincrasia, mas essa rotulagem imediata é uma mania que a gente vai adquirindo pela vida e que pode explicar algumas antipatias gratuitas.

Tem gente que a gente não gosta logo de saída, sem saber direito por quê.

Vai ver que transmite algum sintoma de chatice. Tom de voz de operador de telemarketing lendo o script na tela do computador e repetindo a cada cinco palavras a expressão “senhooorr” me irrita profundamente.

Se algum dia eu matar alguém, existe imensa possibilidade de ser um flanelinha. Não posso ver um deles que o sangue sobe à cabeça. Deus que me perdoe, me livre e me guarde, mas tenho raiva menor do assaltante do que do cara que fica na frente do meu carro fazendo gestos desesperados tentando me ajudar em alguma manobra, como se tivesse comprado a rua e tivesse todo o direito de me cobrar pela vaga.Sei que estou ficando velho e ranzinza, mas o que se há de fazer?

Não suporto especialista em motivação de pessoal que obrigue as pessoas a pagarem o mico de ficar segurando na mão do vizinho, com os olhos fechados e tentando receber “energia positiva”. Aliás, tenho convicção de que empresa que paga bons salários e tem uma boa e honesta política de pessoal não precisa contratar palestras de motivação para seus empregados. Eles se motivam com a grana no fim do mês e com a satisfação de trabalhar numa boa empresa.

Que me perdoem todos os palestrantes que estão ficando ricos percorrendo o país, mas eu acho que esse negócio de trocar fluidos me lembra putaria.

E para terminar: existe qualquer esperança de encontrar vida inteligente numa criatura que se despede mandando “um beijo no coração”?

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