{"id":963,"date":"2009-02-20T08:24:26","date_gmt":"2009-02-20T11:24:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.cepa.blog.br\/?p=963"},"modified":"2009-02-20T08:24:26","modified_gmt":"2009-02-20T11:24:26","slug":"merde-cinco-letras-famosas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.marceloempessoa.com.br\/?p=963","title":{"rendered":"Cinco letras famosas !"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Jornal Estado de Minas &#8211; Coluna Tiro &amp; Queda &#8211; 19.2.09<br \/>\nEduardo de Almeida Reis <\/strong>\n<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Desde menino frequentei coxias de teatros, levado por parentes que dirigiam as casas de espet\u00e1culos. No Municipal do Rio cantava um baixo italiano, Italo Tajo, especialista em Mozart e Rossini, que fumava charutos.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>No duro mesmo: fumava charutos na coxia, espa\u00e7o situado entre o palco o os fundos do teatro, que n\u00e3o \u00e9 visto pelo p\u00fablico, onde os atores aguardam a hora de entrar em cena.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>O leitor do EM j\u00e1 deve ter adivinhado o nome do menino que segurava o charuto do basso, nos minutos em que ele se esgoelava em cena.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Pelo material inflam\u00e1vel das coxias dos teatros, presumo que seja terminantemente proibido fumar, mas Tajo fumava porque os tempos eram outros e ainda n\u00e3o havia o tsunami antitabagista que tomou conta do peda\u00e7o.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Engra\u00e7ado: tsunami \u00e9 vaga marinha volumosa, mas o Houaiss diz que o substantivo \u00e9 masculino.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Nas coxias, nunca entendi aquela hist\u00f3ria de os amigos e colegas desejarem m., palavra de cinco letras, ao pessoal que entrava em cena. S\u00f3 sabia que significava \u201csucesso\u201d, sem entender por qu\u00ea.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>H\u00e1 muita coisa que a gente aprende e repete sem saber. Um exemplo: nunca entendi a frase \u201cpor favor, estenda o fio de extens\u00e3o\u201d. Estender vem do latim extendo, is. Extens\u00e3o vem do latim extentio, onis. Nosso bom Houaiss, no verbete estender, explica: a grafia oficial desta palavra exige o s, em confronto com o \u00e9timo latino que \u00e9 com x, o qual, no entanto, foi mantido em extens\u00e3o, extensivo, extenso etc.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>V\u00e1 a gente dormir com um barulho desses, ou dormir com uma gram\u00e1tica, que deve ser mais ou menos a mesma coisa.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Eis que recebo e-mail intitulado <\/em><em>merde, que em franc\u00eas tenho a coragem de grafar, mandado pelo grande Rold\u00e3o Simas, nascido em Niter\u00f3i, residente em Bras\u00edlia. Em Fran\u00e7a, como num pa\u00eds grande e bobo, <\/em><em>merde significa \u201cmati\u00e8re,f\u00e9cale\u201d, \u201cexcr\u00e9ment\u201d. J\u00e1 pensaram na confus\u00e3o que os g\u00eanios do nosso Acordo Ortogr\u00e1fico aprontariam nos pa\u00edses de l\u00edngua francesa, com os acentos virados para l\u00e1 e para c\u00e1?<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Acontece que os franceses de Paris, no s\u00e9culo XIX, chegavam aos teatros em seus carros puxados por mulas e cavalos, que ficavam parados nas imedia\u00e7\u00f5es.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Durante a encena\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as, os animais obravam gostosa e abundantemente. Portanto, quando mais merde houvesse \u00e0 frente dos teatros, maior teria sido o sucesso de bilheteria.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Assim, desejar merde, at\u00e9 hoje, \u00e9 desejar que o artista tenha sucesso.<\/em><\/p>\n<div class='watch-action'><div class='watch-position align-left'><div class='action-like'><a class='lbg-style2 like-963 jlk' href='javascript:void(0)' data-task='like' data-post_id='963' data-nonce='53cf5754b0' rel='nofollow'><img class='wti-pixel' src='https:\/\/www.marceloempessoa.com.br\/wp-content\/plugins\/wti-like-post\/images\/pixel.gif' title='Like' \/><span class='lc-963 lc'>0<\/span><\/a><\/div><div class='action-unlike'><a class='unlbg-style2 unlike-963 jlk' href='javascript:void(0)' data-task='unlike' data-post_id='963' data-nonce='53cf5754b0' rel='nofollow'><img class='wti-pixel' src='https:\/\/www.marceloempessoa.com.br\/wp-content\/plugins\/wti-like-post\/images\/pixel.gif' title='Unlike' \/><span class='unlc-963 unlc'>0<\/span><\/a><\/div> <\/div> <div class='status-963 status align-left'><\/div><\/div><div class='wti-clear'><\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jornal Estado de Minas &#8211; Coluna Tiro &amp; Queda &#8211; 19.2.09 Eduardo de Almeida Reis Desde menino frequentei coxias de teatros, levado por parentes que dirigiam as casas de espet\u00e1culos. 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